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Web site » Notícias » Existem três tipos de sistemas de café irrigado no Brasil que custam entre R$ 2 e R$ 7 mil » Irrigação do café diminui riscos de perda de florada


Publicada em 18/12 17h01

 A irrigação no cafeeiro é uma técnica cara, mas que ser for empregada de forma correta vale a pena para o cafeicultor. Além de aumentar a produtividade, ela assegura a qualidade do café. Em períodos sem chuva ou de outros estresses, o grão do café cultivado de forma tradicional tende a diminuir e a produtividade cai, com a irrigação não há este problema e não corre também o risco de perder a florada. No 11° Agrocafé, em Salvador, Bahia, que vai do dia 8 a 12 de março, o professor Everardo Montovani, da Universidade de Viçosa vai dar uma palestra sobre o sistema da irrigação no cafeeiro. Ele diz que a chave do sucesso para o produtor é dar valor à gestão.

— Sem dúvida, o produtor vai ter um custo a mais com o sistema de irrigação, então ele precisa ser inteligente e repensar a plantação para ter um diferencial no mercado e conseguir produtividade acima da que ele tinha antes. A irrigação do café precisa de manutenção. É como um veículo, você pode comprar o melhor carro, mas se não trocar o óleo no momento certo e fazer as manutenções preventivas, você vai perder qualidade. O produtor também tem que saber informações de solo e clima da propriedade dele porque isso vai determinar a frequência com que ele vai usar a água. Também não se deve esquecer da mão de obra, é preciso fazer o treinamento do pessoal de campo. Temos visto casos de insucesso com o café irrigado porque o produtor rural não sabe tomar as decisões e acaba traçando medidas estratégicas erradas. É fundamental prestar atenção na questão da gestão — ressalta.

Existem três sistemas básicos de irrigação utilizados no cafeeiro: a irrigação convencional, o sistema de irrigação localizada por gotejamento e o pivô central. Cada um deles serve para uma região específica em função da geografia do terreno e da extensão de plantio. Na região oeste da Bahia, com as plantações extensas e planas, é muito comum a irrigação por pivô central. Já no Sul de Minas, tem muita irrigação localizada e a Zona da Mata usa muito a aspersão convencional.

Montovani explica que a presença de um técnico também é muito importante, porque o produtor precisa entender qual é a melhor forma de irrigação para a sua propriedade, buscando a que vai melhorar mais a rentabilidade. Ele destaca que apesar de o café tradicionalmente não ser uma cultura irrigada, com o avanço da tecnologia, o sistema de irrigação passou a ser bastante viável.

— O produtor tem que entender o seguinte: cafeicultura irrigada é diferente de cafeicultura de sequeiro mais água. Ou seja, não basta simplesmente conduzir o café normalmente como fosse de sequeiro e depois simplesmente adicionar água, porque ele vai, inclusive, estar investindo mal o seu dinheiro. O produtor tem que repensar a plantação, tem que avaliar qual é o espaçamento mais adequado, qual a variedade, qual o nível de adubação que ele vai adotar em função do maior crescimento e ele tem que tentar otimizar a irrigação dele para não aplicar água de menos nem demais, para não elevar os custos — alerta.

 






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